Acordar, abrir a janela e nao mais ver o dia em escalas de cinza.
Chegar até o portão, sugurar na tua mão e nao falar uma palavra.
Caminhar pela agua ou voar sentido ao sul, qualquer coisa é bom pra nao ficar parado.
Ler um livro, mergulhar na historia, contar historia e fazer historia.
Deitar em cima de uma montanha e escutar somente o silencio da noite.
Ver as estrelas, procurar desenhos, brincadeira de velho que sabe o que é viver.
Avistar o sol nascer pra nos iluminar e nos perguntar se é isso que ele gostaria de estar fazendo.
Encontrar no riso ingênuo de uma criança a força pra vencer qualquer obstáculo.
Viver, rezar e se encontrar
Sem religiao ou legiao de pessoas inseguras.
Só consigo, sim, consigo ir onde ninguem foi e nunca irá
Acordar e a cor dar para os verdadeiros sentimentos.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
VIDA
O que é a vida se não uma passagem pela vida?
Um tempo determinado da vida,
Uma aprendizagem para a vida,
Uma luta pela vida sem saber se há vida após a vida.
Enquanto somos crianças a vida é diversão. Há vida!
É subir na árvore,
É conseguir fazer de tudo para chegarmos mais tarde em casa,
É passar uma vida jogando bola na rua,
É durmir na casa dos amigos,
É descobrir as sensacões mais ocultas que a vida pode nos dar.
Alguns sentem-se felizes apenas em ver a vida passar,
Outros passam a vida lutando e trabalhando para ter uma vida melhor.
Alguns reclamam da vida,
Outros se conformam pois sabem que nunca vão ter a vida que gostariam de ter.
A vida é facil. A vida é dificil.
A vida nao é assim. Acorda pra vida.
Com certeza essas frases já fizeram parte da sua vida.
Nao importa o que você faça da sua vida,
Desde que você nao acabe com a sua vida e a vida de quem vê a vida de outra forma.
A vida está aí para ser vivida,
Para encontrarmos o que podemos considerar a nossa vida.
Até que a vida ao final da vida se torna apenas ótimas recordações.
Isso, claro, se você tiver levado uma vida digna de ser chamada VIDA.
Um tempo determinado da vida,
Uma aprendizagem para a vida,
Uma luta pela vida sem saber se há vida após a vida.
Enquanto somos crianças a vida é diversão. Há vida!
É subir na árvore,
É conseguir fazer de tudo para chegarmos mais tarde em casa,
É passar uma vida jogando bola na rua,
É durmir na casa dos amigos,
É descobrir as sensacões mais ocultas que a vida pode nos dar.
Alguns sentem-se felizes apenas em ver a vida passar,
Outros passam a vida lutando e trabalhando para ter uma vida melhor.
Alguns reclamam da vida,
Outros se conformam pois sabem que nunca vão ter a vida que gostariam de ter.
A vida é facil. A vida é dificil.
A vida nao é assim. Acorda pra vida.
Com certeza essas frases já fizeram parte da sua vida.
Nao importa o que você faça da sua vida,
Desde que você nao acabe com a sua vida e a vida de quem vê a vida de outra forma.
A vida está aí para ser vivida,
Para encontrarmos o que podemos considerar a nossa vida.
Até que a vida ao final da vida se torna apenas ótimas recordações.
Isso, claro, se você tiver levado uma vida digna de ser chamada VIDA.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Desmistificando o óbvio
Hoje, por algum motivo, comecei a pensar sobre o relacionamento humano. Juntando com alguns estudos da faculdade e minha experiência de vida, cheguei a algumas conclusões discutíveis.
São Paulo é considerada um modelo quando falamos em Marketing e Propaganda, e cá estou eu nesta cidade cursando o "dito cujo" curso de Propaganda e Marketing.
Como todos sabem (e se não sabem, agora saberão), hoje temos como principal foco do marketing o relacionamento com o cliente, o SAC, o atendimento, enfim, tudo que tem por base o relacionamento interpessoal.
O foco saiu do produto e passou a ser o cliente. Talvez até porque não compramos mais produtos e sim o sonho, o status, o momento... (o que, pra mim, ainda continua sendo uma estupidez)
Posto isso, faço agora uma analogia entre São Paulo (modelo) e o principal foco de estudo em marketing:
Não sou natural de São Paulo, e talvez por isso tenha um senso mais crítico em relação a cidade. Percebo aqui, uma enorme falta de integração entre as pessoas e isso não é apenas um simples comentário meu, pois, pessoas vindas de vários cantos do Brasil têm o mesmo pensamento que eu.
Essa falta de integração, torna a comunicação e o relacionamento necessidades dos indivíduos que aqui vivem e talvez por isso a "cidade-modelo" agora vende isso para você. O que no Brasil inteiro você encontra nas mais humildes pessoas, São Paulo continua tentando vender da forma mais mecanizada e inútil.
Considere isso apenas como um ponto de vista de alguém que conhece várias realidades e fica indignado com a condição de vida num lugar considerado modelo. Com certeza não quero fazer parte deste modelo.
A experiencia que aqui tenho e terei, com certeza aproveitarei várias coisas, senão estaria dando um tiro no próprio pé continuando numa cidade que considero inviável viver.
Termino com um pensamento que diz: "Como é prazeroso descobrir com o óbvio coisas incríveis".
São Paulo é considerada um modelo quando falamos em Marketing e Propaganda, e cá estou eu nesta cidade cursando o "dito cujo" curso de Propaganda e Marketing.
Como todos sabem (e se não sabem, agora saberão), hoje temos como principal foco do marketing o relacionamento com o cliente, o SAC, o atendimento, enfim, tudo que tem por base o relacionamento interpessoal.
O foco saiu do produto e passou a ser o cliente. Talvez até porque não compramos mais produtos e sim o sonho, o status, o momento... (o que, pra mim, ainda continua sendo uma estupidez)
Posto isso, faço agora uma analogia entre São Paulo (modelo) e o principal foco de estudo em marketing:
Não sou natural de São Paulo, e talvez por isso tenha um senso mais crítico em relação a cidade. Percebo aqui, uma enorme falta de integração entre as pessoas e isso não é apenas um simples comentário meu, pois, pessoas vindas de vários cantos do Brasil têm o mesmo pensamento que eu.
Essa falta de integração, torna a comunicação e o relacionamento necessidades dos indivíduos que aqui vivem e talvez por isso a "cidade-modelo" agora vende isso para você. O que no Brasil inteiro você encontra nas mais humildes pessoas, São Paulo continua tentando vender da forma mais mecanizada e inútil.
Considere isso apenas como um ponto de vista de alguém que conhece várias realidades e fica indignado com a condição de vida num lugar considerado modelo. Com certeza não quero fazer parte deste modelo.
A experiencia que aqui tenho e terei, com certeza aproveitarei várias coisas, senão estaria dando um tiro no próprio pé continuando numa cidade que considero inviável viver.
Termino com um pensamento que diz: "Como é prazeroso descobrir com o óbvio coisas incríveis".
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Eu, o "desocupado" de Machado de Assis
Em Dom Casmurro, Machado de Assis doa seus versos de um soneto inacabado.
Pego os versos então para compor, não um soneto, mas versos e palavras para me expressar.
Oh flor! flor do céu! oh! flor cândida e pura!
Considera seus dias rotineiros e simples
A avistar pessoas, animais, tempos e climas diferentes
Não são muitos os que param pra te observar em plena juventude
Oh flor!
Ao passar por ti um sentimental ser que elucede sua beleza
Desbravante ser de pureza, arranca-te da mãe terra.
Um presente de amor será agora
O mais simples e sentimental despertar de felicidade
Que ao final de cada ciclo deparamos com a simples conclusão:
Ganha-se a batalha, perde-se a vida!
Ganha-se a vida, perde-se a batalha!
Pego os versos então para compor, não um soneto, mas versos e palavras para me expressar.
Oh flor! flor do céu! oh! flor cândida e pura!
Considera seus dias rotineiros e simples
A avistar pessoas, animais, tempos e climas diferentes
Não são muitos os que param pra te observar em plena juventude
Oh flor!
Ao passar por ti um sentimental ser que elucede sua beleza
Desbravante ser de pureza, arranca-te da mãe terra.
Um presente de amor será agora
O mais simples e sentimental despertar de felicidade
Que ao final de cada ciclo deparamos com a simples conclusão:
Ganha-se a batalha, perde-se a vida!
Ganha-se a vida, perde-se a batalha!
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Ilimitados LTDA.
Querem me falar que é impossivel ao mesmo tempo que falam que os sonhos existem.
Desde crianças, as limitações que nos são impostas com os NÃO FAÇA ISSO apenas nos moldam a viver de forma subordinada, bloqueando toda nossa criatividade.
Criam nossas necessidades e querem que ainda fiquemos calados diante de tudo isso.
É preciso estudar, é preciso trabalhar, é preciso isso, é preciso aquilo.
Me deparo com uma notícia para os vestibulandos ensinando-os o que devem comer, quando devem durmir, como irem para a prova.... Além de já não bastar ter que estudar, cria-se todo um evento "PASSAR NO VESTIBULAR"... Passei por isso, e realmente foi um momento bem bacana. Mas com certeza não foi um monstro como todos querem que pensam. É uma prova, um momento. Comi o que quis, durmi quando quis durmir.
Legal, e agora o que vou fazer? Ou a pergunta deveria ser: O que querem que eu faça?
Ah, sim.. querem que eu me forme, querem que eu arranje um ótimo emprego... e para se ter tudo o que sonhamos é preciso passar por tudo isso. É preciso mesmo??
Criam estes estágios de vida para perdermos tempo. É o que eu penso. Hoje me vejo quase ou tão capaz de como era há 2 anos atrás. E a faculdade, digo que não foi a grande responsável por isso.
Quando entrei na faculdade, me senti mais burro e vagabundo. Pois meu tempo dedicado a leitura de livros passou a ser dedicado a trabalhos de ocupação de tempo.
A sociedade está virando uma corrida em busca do pote de ouro e será que vamos achar tudo o que sonhamos no final?
Acredito que a realidade depende de cada um de nós. E a realidade não é ontem e tampouco amanhã. É HOJE. E a cada segundo me pergunto: É isso que eu quero ou é isso o que querem de mim?
Ilimitado... vivendo num mundo onde te limitam a qualquer tipo de atividade.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Terra x terra x em terra x enterra
devora-te agora terra. E o que resta de ti? Acabaremos comidos por vermes, sem dinheiro, sem ninguem. Entraremos na grande roleta russa cósmica, onde esperamos ansiosamente por resposta. Da vida que aqui tivemos, o conhecimento é a nossa única bagagem levada. Nao acabe com o planeta das experiencias! As almas precisam aprender. Construa da sua realidade, seu futuro promissor.
sábado, 27 de março de 2010
São Paulo – a verdade por trás da propaganda!
Discutindo um assunto interessante com amigos que se mudaram de suas cidades para morar na capital paulista (categoria de pessoas que chamarei de “forasteiros”), percebi que muitas impressões e críticas em comum são compartilhadas por pessoas que possuem referências sociais diferentes das paulistanas.
Críticas das mais óbvias tais como o altíssimo custo de vida da cidade a outras tantas mais complexas como a baixíssima qualidade de vida das pessoas que vivem nela, viraram lugar comum nas conversas entre os forasteiros que moram em São Paulo.
Mais uma vez, as referências surgem como grande justificadora do choque cultural. Claro, se alguém possui fortes raízes estabelecidas em uma ótica totalmente diferente da realidade paulistana, torna-se natural o questionamento, a postura crítica, até mesmo como mecanismo de auto defesa, pois o forasteiro que vê suas referências serem destruídas pelo dia-dia em outra cidade enfrenta na maioria das vezes extremo desconforto.
Mas como é óbvio, também existem histórias de forasteiros que conseguiram se realizar na “cidade que nunca para”, o que normalmente se relaciona com o sucesso profissional que tenha conseguido construir nela. Ninguém duvida que o sucesso profissional é uma poderosa fonte de motivação e que com dinheiro no bolso a aceitação das diferenças torna-se bem mais fácil.
No entanto, mesmo nessas situações não são incomuns os casos de pessoas bem sucedidas na capital paulista que optam por sair da cidade.
Dentro dessa lógica de idéias, gostaria de chamar a atenção para uma pesquisa divulgada no começo do ano, mas que curiosamente pareceu causar pouca repercussão nos veículos de comunicação considerando a gravidade da matéria veiculada.
O “Movimento Nossa São Paulo” encomendou uma pesquisa realizada pelo IBOPE, no qual se constatou que 57 por cento dos moradores da capital paulista se mudariam para outra cidade se tivessem oportunidade.
A pesquisa foi divulgada dia 19 de janeiro de 2010 e se encontra comentada no site http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/node/9956.
Diversos são os motivos apontados por essa expressiva parte da população paulistana para justificar sua insatisfação com a cidade e muitas delas dizem respeito a tudo aquilo que os ditos forasteiros normalmente reclamam: o bem estar e a qualidade de vida.
O site não informa se a pesquisa foi realizada com pessoas de fora que moram em São Paulo ou se com paulistanos natos. Refere-se apenas aos moradores de São Paulo, o que sugere uma amostragem aleatória.
Dentro desse contexto é possível inferir que além de forasteiros insatisfeitos, também existe um grande número de paulistanos reclamando da própria cidade, o que é no mínimo curioso.
Digo isso porque se o paulistano típico, nascido e criado na capital, assenta suas referências na cultura de seu município, ele adere integralmente ao modus vivendi da cidade, por constituir sua própria identidade.
E nesse sentido, torna-se bastante interessante observar que a atual realidade da capital desagrada até mesmo pessoas que sempre moraram nela.
Apesar de tudo, consigo enxergar um ponto positivo. Considerando que sou carioca e moro em São Paulo há quase 12 anos, vejo nessa postura algo que representa uma revolução, pelo menos aos meus olhos.
Somente uma população que não tem medo de expressar sua insatisfação com a cidade em que vive, torna-se capaz de alterar a realidade que a cerca para que se corrija o que desagrada.
Uma das minhas críticas mais severas aos paulistanos em sua maioria, sempre foi sua dominante apatia com relação às coisas que lhes afetam.
O medo, a vergonha de reclamar das coisas mais flagrantes, sempre me chocou desde que cheguei em 1998.
Mas se existem paulistanos descontentes com as condições de vida de sua cidade, o que, diga-se, são muito mais fáceis de serem percebidas pelos forasteiros que nela também vivem, entendo que este fato é um grande passo para que profundas reflexões e mudanças sejam realizadas.
Outra curiosidade que extraio dessas informações diz respeito a pouca publicidade que se deu à matéria, tendo em vista que afeta a maior cidade da América Latina.
Será que não há nada de interessante em se discutir esse assunto? Será que não é válido expor, escancarar mesmo tais informações para que todos possam debater de forma construtiva alguns problemas da cidade, muitas vezes “esquecidos” nos debates políticos?
Dá até pra desconfiar que existe um “Grande Irmão” muito menos glamoroso que o BBB da Globo, enfeitado de bundas bonitas e corpos exuberantes, que sem dúvida se expressam muito melhor quando estão quase pelados do que quando falam.
Este Grande Irmão está relacionado talvez a interesses econômicos que não enxergam com bons olhos o incentivo a uma reflexão crítica, pois só quem não trabalha pode se ocupar com essas coisas, não é verdade?
Imaginem se a imensa massa de paulistanos se vê convidada a refletir criticamente sobre os problemas de suas cidades. Provavelmente a cidade pararia. Isso não pode acontecer. A final, São Paulo é a cidade que nunca para!
por Victor Ribeiro Cardoso de Menezes
Críticas das mais óbvias tais como o altíssimo custo de vida da cidade a outras tantas mais complexas como a baixíssima qualidade de vida das pessoas que vivem nela, viraram lugar comum nas conversas entre os forasteiros que moram em São Paulo.
Mais uma vez, as referências surgem como grande justificadora do choque cultural. Claro, se alguém possui fortes raízes estabelecidas em uma ótica totalmente diferente da realidade paulistana, torna-se natural o questionamento, a postura crítica, até mesmo como mecanismo de auto defesa, pois o forasteiro que vê suas referências serem destruídas pelo dia-dia em outra cidade enfrenta na maioria das vezes extremo desconforto.
Mas como é óbvio, também existem histórias de forasteiros que conseguiram se realizar na “cidade que nunca para”, o que normalmente se relaciona com o sucesso profissional que tenha conseguido construir nela. Ninguém duvida que o sucesso profissional é uma poderosa fonte de motivação e que com dinheiro no bolso a aceitação das diferenças torna-se bem mais fácil.
No entanto, mesmo nessas situações não são incomuns os casos de pessoas bem sucedidas na capital paulista que optam por sair da cidade.
Dentro dessa lógica de idéias, gostaria de chamar a atenção para uma pesquisa divulgada no começo do ano, mas que curiosamente pareceu causar pouca repercussão nos veículos de comunicação considerando a gravidade da matéria veiculada.
O “Movimento Nossa São Paulo” encomendou uma pesquisa realizada pelo IBOPE, no qual se constatou que 57 por cento dos moradores da capital paulista se mudariam para outra cidade se tivessem oportunidade.
A pesquisa foi divulgada dia 19 de janeiro de 2010 e se encontra comentada no site http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/node/9956.
Diversos são os motivos apontados por essa expressiva parte da população paulistana para justificar sua insatisfação com a cidade e muitas delas dizem respeito a tudo aquilo que os ditos forasteiros normalmente reclamam: o bem estar e a qualidade de vida.
O site não informa se a pesquisa foi realizada com pessoas de fora que moram em São Paulo ou se com paulistanos natos. Refere-se apenas aos moradores de São Paulo, o que sugere uma amostragem aleatória.
Dentro desse contexto é possível inferir que além de forasteiros insatisfeitos, também existe um grande número de paulistanos reclamando da própria cidade, o que é no mínimo curioso.
Digo isso porque se o paulistano típico, nascido e criado na capital, assenta suas referências na cultura de seu município, ele adere integralmente ao modus vivendi da cidade, por constituir sua própria identidade.
E nesse sentido, torna-se bastante interessante observar que a atual realidade da capital desagrada até mesmo pessoas que sempre moraram nela.
Apesar de tudo, consigo enxergar um ponto positivo. Considerando que sou carioca e moro em São Paulo há quase 12 anos, vejo nessa postura algo que representa uma revolução, pelo menos aos meus olhos.
Somente uma população que não tem medo de expressar sua insatisfação com a cidade em que vive, torna-se capaz de alterar a realidade que a cerca para que se corrija o que desagrada.
Uma das minhas críticas mais severas aos paulistanos em sua maioria, sempre foi sua dominante apatia com relação às coisas que lhes afetam.
O medo, a vergonha de reclamar das coisas mais flagrantes, sempre me chocou desde que cheguei em 1998.
Mas se existem paulistanos descontentes com as condições de vida de sua cidade, o que, diga-se, são muito mais fáceis de serem percebidas pelos forasteiros que nela também vivem, entendo que este fato é um grande passo para que profundas reflexões e mudanças sejam realizadas.
Outra curiosidade que extraio dessas informações diz respeito a pouca publicidade que se deu à matéria, tendo em vista que afeta a maior cidade da América Latina.
Será que não há nada de interessante em se discutir esse assunto? Será que não é válido expor, escancarar mesmo tais informações para que todos possam debater de forma construtiva alguns problemas da cidade, muitas vezes “esquecidos” nos debates políticos?
Dá até pra desconfiar que existe um “Grande Irmão” muito menos glamoroso que o BBB da Globo, enfeitado de bundas bonitas e corpos exuberantes, que sem dúvida se expressam muito melhor quando estão quase pelados do que quando falam.
Este Grande Irmão está relacionado talvez a interesses econômicos que não enxergam com bons olhos o incentivo a uma reflexão crítica, pois só quem não trabalha pode se ocupar com essas coisas, não é verdade?
Imaginem se a imensa massa de paulistanos se vê convidada a refletir criticamente sobre os problemas de suas cidades. Provavelmente a cidade pararia. Isso não pode acontecer. A final, São Paulo é a cidade que nunca para!
por Victor Ribeiro Cardoso de Menezes
segunda-feira, 15 de março de 2010
A Evolução da Educação
Recentemente recebi esse texto por e-mail.
Concordo que a situação da Educação Brasileira está cada vez pior, consequentemente estamos formando piores formadores de opiniões e uma enorme e ridícula massa de operários escravizados pelo capital e pelos meios de comunicação.
Segue texto (sem edição). O QUE É BOM, PRECISA SER COMPARTILHADO!
Concordo que a situação da Educação Brasileira está cada vez pior, consequentemente estamos formando piores formadores de opiniões e uma enorme e ridícula massa de operários escravizados pelo capital e pelos meios de comunicação.
Segue texto (sem edição). O QUE É BOM, PRECISA SER COMPARTILHADO!
Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia... Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas.Jean Ricardo Hernandez
Leiam o relato de uma Professora de Matemática:
Semana passada comprei um produto que custou R$15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa R$ 0,80 para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer. Tentei explicar que ela tinha que me dar R$ 5,00 de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender.
Por que estou contando isso? Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:
1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda.
Qual é o lucro?
2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00.
Qual é o lucro?
3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00
Qual é o lucro?
4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( ) R$ 20,00 ( ) R$ 40,00 ( ) R$ 60,00 ( ) R$ 80,00 ( ) R$ 100,00
5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
( ) SIM ( ) NÃO
6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.
( ) R$ 20,00 ( ) R$ 40,00 ( ) R$ 60,00 ( ) R$ 80,00 ( ) R$ 100,00
7. Em 2010 vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.
Se você é afrodescendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder.
( ) R$ 20,00 ( ) R$ 40,00 ( ) R$ 60,00 ( ) R$ 80,00 ( ) R$ 100,00
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E se um moleque resolve pixar a sala de aula e a professora faz com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a professora provocou traumas na criança.
Em 1969 os pais do aluno perguntavam ao "aluno": Que notas são estas???
Em 2009 os pais do aluno perguntam ao "professor": Que notas são estas???
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Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável:
"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
Passe adiante!
Precisamos começar JÁ!
Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive...
terça-feira, 2 de março de 2010
O tempo e o clima
Ao acordar, percebi que aqueles dias quentes se foram para a chegada de um frio consideravelmente bom. Frio este que me levava além do tempo e espaço para dias passados.
Pensamentos me tomaram horas, pois na viagem que ali fizera não havia vontade de voltar: dias de chuva na piscina, dias "desperdiçados" em frente a TV com pacotes de bolachas e chocolate quente, dias no Ensino Fundamental, reclamando da falta de tempo, sem perceber que assim era feliz.
Enfim, me passavam filmes de pensamentos perdidos não se sabe onde.
Precisei deixá-los de lado pois o relógio estava contra mim. Movimentando seus malditos ponteiros, parecia que gritava para tomar atitudes rápidas e voltar a realidade.
Aqui estou eu, Realidade!
O clima lá fora, continua o mesmo, mas ainda prefiro o clima que encontro aqui dentro. Já o tempo, este criado por convenção humano, inquestiovável ser que nos envelhece, prefiro continuar lutando para a sua não-existência.
Jean Ricardo Hernandez
Pensamentos me tomaram horas, pois na viagem que ali fizera não havia vontade de voltar: dias de chuva na piscina, dias "desperdiçados" em frente a TV com pacotes de bolachas e chocolate quente, dias no Ensino Fundamental, reclamando da falta de tempo, sem perceber que assim era feliz.
Enfim, me passavam filmes de pensamentos perdidos não se sabe onde.
Precisei deixá-los de lado pois o relógio estava contra mim. Movimentando seus malditos ponteiros, parecia que gritava para tomar atitudes rápidas e voltar a realidade.
Aqui estou eu, Realidade!
O clima lá fora, continua o mesmo, mas ainda prefiro o clima que encontro aqui dentro. Já o tempo, este criado por convenção humano, inquestiovável ser que nos envelhece, prefiro continuar lutando para a sua não-existência.
Jean Ricardo Hernandez
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